No momento, você está visualizando Quando trocar um EPI? Sinais de desgaste para cada tipo

Quando trocar um EPI? Sinais de desgaste para cada tipo


Guia completo para manter sua equipe sempre protegida

A escolha do Equipamento de Proteção Individual é fundamental, mas saber quando trocar o EPI é tão importante quanto. Muitos acidentes acontecem não por falta de equipamento, mas por uso de EPIs vencidos, desgastados ou sem capacidade de proteção.

Neste guia, você vai entender:

  • Por que a troca correta de EPI salva vidas
  • Os principais sinais de desgaste de cada tipo de EPI
  • Quando substituir o equipamento mesmo antes do fim da vida útil
  • Boas práticas para prolongar a durabilidade dos EPIs

Por que é importante trocar o EPI no momento certo?

Um EPI é projetado para proteger contra riscos específicos. Com o uso diário, suor, impacto, produtos químicos e desgaste natural, o equipamento perde resistência e deixa de cumprir sua função.

Usar um EPI danificado é tão perigoso quanto não usar nenhum.

Além disso, a NR-6 exige que o empregador forneça EPIs em perfeito estado, com CA válido e integridade garantida. Portanto, manter uma rotina de inspeção e substituição não é apenas segurança — é também conformidade legal.

Sinais de desgaste por tipo de EPI

A seguir, veja os principais sinais que indicam que é hora de substituir o equipamento.

1. Capacetes de segurança

Sinais de que deve ser trocado:

  • Trincas, fissuras ou deformações no casco
  • Marcas profundas causadas por impactos
  • Ressecamento por exposição ao sol
  • Suspensão interna frouxa, quebrada ou ressecada
  • Perda de flexibilidade do material
  • CA vencido ou ilegível

Dica importante: capacetes expostos ao sol por longos períodos têm vida útil menor. A suspensão deve ser trocada com maior frequência que o casco.

2. Óculos e protetores faciais

Troque quando aparecerem:

  • Riscos que atrapalham a visão
  • Lentes opacas ou amareladas
  • Hastes frouxas ou quebradas
  • Ajuste irregular no rosto
  • Trincas no visor
  • Borrachas ressecadas

Boa prática: nunca tente “polir” riscos profundos — isso reduz ainda mais a proteção.

3. Protetores auditivos

Plug de inserção (descartáveis)

Troca diária, ou a cada uso.

Plug reutilizável

Troque quando:

  • O material estiver ressecado ou endurecido
  • Houver perda de elasticidade
  • O cordão romper

Abafadores de concha

Substitua quando:

  • A concha apresentar rachaduras
  • O arco estiver torto ou folgado
  • As almofadas perderem o vedamento
  • Espumas internas estiverem deformadas

4. Luvas de proteção

A troca depende do tipo, mas os sinais incluem:

Borracha, nitrílicas ou látex

  • Furos, rasgos ou afinamento
  • Perda de aderência
  • Mudança de cor (indica ataque químico)
  • Odor forte ou deformação

Raspa ou vaqueta

  • Costuras soltas
  • Desgaste na palma
  • Rigidez excessiva

Anticorte

  • Fibra rompida
  • Perda aparente do revestimento
  • Região da palma desgastada

5. Proteção respiratória (PFF1, PFF2, PFF3, semifacial)

Máscaras PFF

Troque quando:

  • Ficar úmida demais
  • Apresentar deformações
  • Romper elásticos
  • Resistência maior para respirar
  • Perda de vedação

Respiradores semifaciais

Substitua quando:

  • A borracha ressecar ou apresentar rachaduras
  • As válvulas estiverem danificadas
  • Houver perda de vedação
  • Filtros estiverem vencidos ou saturados

6. Calçados de segurança

Troque se houver:

  • Solado descolando
  • Furos ou rasgos
  • Biqueira amassada
  • Perda de aderência
  • Palmilha de segurança danificada
  • Costuras abrindo

Calçados deteriorados aumentam riscos de queda e perfuração.

7. Vestimentas de proteção

Inclui jalecos, aventais, vestimentas antichama, aluminizadas ou impermeáveis.

Troque quando:

  • Houver rasgos ou desgaste excessivo
  • Costuras abrindo
  • Desbotamento anormal (pode indicar ataque químico)
  • Perda de repelência ou proteção térmica
  • Odor persistente de produto químico

Com que frequência devo revisar o EPI?

O ideal é implementar uma rotina:

  • Inspeção diária pelo colaborador antes do uso
  • Inspeção semanal ou quinzenal pelo SESMT
  • Registros de troca para identificar padrões de desgaste

Empresas que adotam controle automatizado (IoT, códigos RFID ou dispensadores inteligentes) conseguem prever trocas antes da falha total — reduzindo custo e aumentando segurança.

Como prolongar a vida útil dos EPIs

Armazene em local fresco e protegido do sol

Realize limpeza regular seguindo recomendações do fabricante

Não altere o EPI (cortar, adaptar, pintar, furar)

Oriente o colaborador a usar somente para a função adequada

Tenha um estoque organizado e rotativo

Trocar o EPI no momento certo não é apenas uma boa prática, é uma necessidade para garantir a integridade física dos colaboradores e cumprir as normas de segurança. Cada equipamento tem sinais claros de desgaste, e identificá-los reduz riscos, evita acidentes e preserva vidas.


Precisa renovar os EPIs da sua equipe?
A SP Equipamentos oferece capacetes, respiradores, luvas, óculos, calçados e muito mais, tudo com CA válido, procedência garantida e atendimento especializado.
Entre em contato e solicite um orçamento personalizado!